Quem pagará a conta? Por uma lado o Sindicato dos Empregados em Hotéis, Bares e Restaurantes de Gurupi e região (SINGAREHST) mostra preocupação com o impacto na vida de seus associados e adianta que não firmará nenhum acordo coletivo. Do outro lado, a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Tocantins usou a rede social para apelar ao presidente da república, Jair Bolsonaro, para sensibilizar com o setor que terá dificuldade de pagar os salários dos colaboradores a partir do próximo mês.
por Wesley Silas
A cidade aos poucos vai parando e os setores mais afetados são do comércio, profissionais liberais (dentistas, advogados, contadores, arquitetos, etc) e autônomos (músicos, feirantes, vendedores de espetinhos, etc..). Após publicação do Decreto Nº 0471 que atendeu a recomendação Nº 04/2020 do Ministério Público e suspendeu por tempo indeterminado as atividades comerciais, com resistência, as portas começaram fecha. Na primeira noite uma operação em conjunto entre as Polícias Civil e Militar, Secretaria Municipal de Saúde e Agentes da Postura e Vigilância Sanitária fecharam duas igrejas, sorveterias, restaurantes e bares na cidade.
Sem saída para curto prazo, o impacto do fechamento das portas do comércio preocupou o Sindicato dos Empregados em Hotéis, Bares e Restaurantes de Gurupi e região (SINGAREHST) que publicou uma nota de esclarecimento aos seus associados informando à categoria que “não firmará nenhum acordo coletivo com o Sindicato patronal” que venha suprir direitos trabalhistas. A nota o SINGAREHST repudiou a Medida Provisória (MP) 927/2020, que autoriza a suspensão dos contratos de trabalho por até quatro meses, sem pagamento de salários.
“Enquanto muito outros países, inclusive do bloco capitalista, buscam efetivar medidas de apoio aos menos favorecidos, nosso Governo e parte do empresariado, andam na contramão de medidas protetivas do emprego e da renda, a exemplo do que tem feito a França, Itália, Reino Unido e Estados Unidos”, pontua a nota.
Apelo ao presidente
A presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Tocantins, Ana Paula Setti, usou a sua rede social para fazer um apelo ao presidente Jair Bolsona a ajudar as pequenas empresas.
Um dos setores mais impactados é o da hotelaria que enfrenta no Brasil queda de 90% nos negócios.
“Estou aqui para fazer um apelo ao senhor presidente, Jair Bolsonaro, que cumpra com o prometido de ajudar as nossas empresas, as pequenas e médias, que é o setor que mais emprega no Brasil a pagar o salário dos nossos colaboradores no dia 05 do próximo mês. Essas pessoas precisam ter o respaldo do senhor presidente para poder receber o salário e ter, pelo menos, uma vida digna em um mês e que a gente possa está contribuindo com este salário mínimo vindo do senhor. Espero que o senhor se sensibilize com este setor porque estamos diretamente afetado e extremamente vulneráveis a qualquer situação que venha acontecer de agora em diante”, disse a representante da Abrasel no Tocantins.







