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Lar»Política»Campanha de Eli Borges questiona exclusão da sabatina da TV Anhanguera: “O cenário mudou e os números mostram isso”
Política

Campanha de Eli Borges questiona exclusão da sabatina da TV Anhanguera: “O cenário mudou e os números mostram isso”

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins15 de setembro de 2026 - 18:517 minutos de leitura
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Por Redação

Levantamentos realizados antes e depois da pesquisa utilizada pela emissora mostram evolução da candidatura e colocam Eli Borges na disputa direta por uma das duas vagas ao Senado.

A campanha do candidato ao Senado Eli Borges (Republicanos) decidiu questionar formalmente os critérios utilizados pela TV Anhanguera para definir os candidatos convidados para a série de sabatinas eleitorais iniciada nesta segunda-feira (14).

O departamento jurídico da campanha prepara um pedido de revisão dos critérios adotados pela emissora, especialmente porque a justificativa apresentada para deixar Eli Borges fora da programação considera como referência uma pesquisa realizada em agosto, enquanto outros levantamentos eleitorais, realizados posteriormente, apresentam um cenário diferente e mostram o candidato em posição competitiva na disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Tocantins.

A questão central levantada pela campanha é direta:

Se o cenário eleitoral mudou, por que uma fotografia anterior da disputa continua sendo utilizada como único parâmetro para definir quem terá acesso a uma das maiores vitrines de informação eleitoral do Tocantins?

Os números mostram uma candidatura em movimento

A própria sequência dos levantamentos eleitorais mostra que a posição de Eli Borges não permaneceu estática.

Na primeira rodada da pesquisa VÓPE/Jornal Primeira Página, divulgada em julho, Eli aparecia com 13% na soma das duas opções de voto para o Senado. O levantamento foi realizado entre 11 e 16 de julho, ouviu 1.250 eleitores em 34 municípios e teve margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

Na pesquisa do Paraná Pesquisas, realizada entre 21 e 24 de julho em 60 municípios, Eli Borges apareceu com 13,1% na soma das citações de primeira e segunda opção. O levantamento teve 1.300 entrevistados e margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

Mas o cenário mudou significativamente na rodada seguinte do VÓPE.

Eli salta de 13% para 23%

Divulgada em 27 de agosto, a terceira rodada do VÓPE/Jornal Primeira Página mostrou uma forte evolução de Eli Borges.

O candidato passou de 13% para 23% no levantamento, ficando empatado tecnicamente na segunda colocação, dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais, com Alexandre Guimarães, que registrou 25%, e Carlos Gaguim, também com 23%.

O levantamento foi realizado entre 22 e 26 de agosto, portanto depois do período de coleta da pesquisa Quaest utilizada pela TV Anhanguera como referência para a definição dos participantes da sabatina.

Foram entrevistados 1.250 eleitores em 34 municípios das seis regiões do Tocantins. A pesquisa está registrada no TSE sob o número TO-07046/2026.

O dado é especialmente relevante porque a eleição deste ano definirá duas vagas para o Senado Federal.

Ou seja: o levantamento não apenas mostra crescimento de Eli Borges, mas o coloca diretamente no grupo que disputa uma das duas cadeiras disponíveis.

Pesquisas de setembro mantêm Eli entre os principais nomes

O cenário de crescimento também aparece nos levantamentos realizados em setembro.

A pesquisa Promotion/Stylo, realizada entre os dias 3 e 5 de setembro de 2026, com 1.200 entrevistados em 29 municípios e registrada no TSE sob o número TO-09146/2026, mostra Eli Borges em 4º lugar, com 18,17% no cenário estimulado. Na pesquisa espontânea, Eli aparece com 16,42%.

Já o levantamento mais recente, realizado pelo Instituto Veritá entre os dias 7 e 12 de setembro, com 1.220 entrevistados e registrado no TSE sob o número TO-09060/2026, coloca Eli Borges em 3º lugar, com 20,4% das intenções de voto no cenário que considera a soma da primeira e da segunda opção para o Senado.

Os dois levantamentos foram realizados depois da pesquisa Quaest utilizada como referência pela emissora, reforçando, segundo a campanha, o argumento de que o cenário eleitoral não permaneceu congelado.

A pesquisa da TV Anhanguera não é o único retrato da eleição:

A própria pesquisa Quaest contratada pela TV Anhanguera, divulgada em 25 de agosto, mostrou Eduardo Gomes na liderança, com 14%, seguido por Carlos Gaguim, com 13%. Alexandre Guimarães apareceu com 8%, enquanto Eli Borges registrou percentual inferior aos cinco primeiros nomes utilizados como referência pela emissora.

O problema apontado pela campanha é que essa não é a única pesquisa disponível para medir o cenário eleitoral.

Poucos dias depois, a terceira rodada do VÓPE mostrou Eli Borges saltando para 23% e empatando tecnicamente na segunda posição.

Em setembro, a pesquisa Promotion/Stylo manteve Eli entre os quatro primeiros, com 18,17%, enquanto o levantamento mais recente, do Instituto Veritá, colocou o candidato em terceiro, com 20,4%.

Portanto, a discussão não é sobre escolher uma pesquisa favorável ao candidato.

É sobre reconhecer que as pesquisas são retratos de momentos diferentes e que o eleitorado está em movimento.

De 13% para 23% em pouco mais de um mês

A evolução registrada pelo VÓPE é um dos principais argumentos da campanha.

Na primeira rodada, realizada em julho, Eli Borges tinha 13%.

Na terceira rodada, com coleta realizada entre 22 e 26 de agosto, passou para 23%.

São 10 pontos percentuais de crescimento no mesmo instituto.

E, mais importante, a evolução levou o candidato para a faixa de disputa direta pela segunda vaga ao Senado.

As pesquisas posteriores também mantiveram Eli em posição competitiva: 18,17% na Promotion/Stylo e 20,4% na Veritá, esta última colocando o candidato em terceiro lugar.

Para a campanha, esse movimento demonstra que não existe uma fotografia única e definitiva da eleição.

A pergunta que a campanha quer fazer à emissora

A campanha não questiona o direito da TV Anhanguera de estabelecer critérios jornalísticos para suas sabatinas.

O que o jurídico pretende discutir é qual fotografia eleitoral deve ser considerada quando esses critérios determinam quem terá ou não acesso ao espaço da emissora.

A campanha sustenta que não seria razoável utilizar exclusivamente um levantamento anterior para excluir um candidato quando pesquisas posteriores já registram mudança significativa em sua posição.

“Não estamos pedindo privilégio. Estamos pedindo que o critério seja analisado à luz da realidade eleitoral. Se uma pesquisa mostrou um cenário em determinado momento e pesquisas posteriores mostram outro, é legítimo perguntar se o critério continua refletindo a disputa que está sendo apresentada ao eleitor”, afirma a campanha.

“O eleitor precisa conhecer todos os candidatos competitivos”

A candidatura de Eli Borges também pretende colocar no centro da discussão o direito do eleitor à informação.

Uma sabatina eleitoral de grande audiência não representa apenas um espaço de divulgação para o candidato. Representa, principalmente, uma oportunidade para que o eleitor conheça propostas, trajetória, posicionamentos e projetos de quem disputa uma das duas vagas ao Senado.

“O eleitor tocantinense tem o direito de conhecer os candidatos que estão efetivamente disputando essas duas vagas. Se os números mostram que o cenário mudou, precisamos discutir se o critério adotado pela emissora continua adequado à realidade da eleição”, afirma a campanha.

Jurídico vai pedir revisão e esclarecimentos

O departamento jurídico de Eli Borges deverá formalizar o pedido junto à TV Anhanguera e avaliar as medidas administrativas e judiciais cabíveis.

Entre os pontos que deverão ser questionados estão:

• qual foi exatamente o critério utilizado para selecionar os candidatos;

• quando esse critério foi definido;

• se ele foi previamente comunicado a todas as campanhas;

• qual pesquisa foi utilizada como referência;

• por que levantamentos posteriores não foram considerados;

• se o mesmo critério será mantido para toda a cobertura eleitoral;

• e quais mecanismos serão utilizados para assegurar tratamento isonômico entre as candidaturas.

A legislação eleitoral prevê tratamento isonômico aos candidatos na programação e no noticiário das emissoras, ao mesmo tempo em que admite critérios objetivos para participação em entrevistas e debates, inclusive considerando pesquisas eleitorais.

É justamente a aplicação desses critérios ao cenário atualizado da disputa que a campanha pretende levar à análise jurídica.

“Não queremos privilégio. Queremos que os números sejam considerados”

“Não queremos privilégio. Queremos que os números sejam considerados. Se a pesquisa utilizada como critério mostra uma fotografia de um determinado momento, mas pesquisas posteriores mostram uma mudança importante no cenário, é preciso avaliar se essa nova realidade pode simplesmente ser ignorada. O eleitor precisa ter acesso às diferentes candidaturas e decidir por conta própria.”

Para a campanha, a questão que agora fica colocada é simples:

Se Eli Borges passou de 13% para 23% no VÓPE, aparece com 18,17% na Promotion/Stylo e chega a 20,4%, em terceiro lugar, na pesquisa Veritá, por que o eleitor não poderá ouvir suas propostas na sabatina?

É essa resposta que o departamento jurídico da candidatura pretende obter da TV Anhanguera.

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