Por Wesley Silas
Após dias de especulações e embates de bastidores, a ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, quebrou o silêncio nesta terça-feira (14) para confirmar sua permanência no PSDB. A decisão surge em um momento de pressão política, após questionamentos sobre sua fidelidade partidária e possíveis manobras para viabilizar uma candidatura ao Governo do Estado.
O embate com Amastha e a tese de “fraude”
A definição de Cinthia ocorre logo após declarações contundentes do vereador e pré-candidato a deputado estadual, Carlos Amastha, na tribuna da Câmara de Palmas. Amastha questionou publicamente a regularidade da situação partidária da ex-gestora, sugerindo que haveria uma tentativa de “fraudar” uma filiação ao PSB.
Segundo a tese levantada pelo vereador, a migração para o PSB teria o objetivo de cacifar Cinthia para a disputa ao Palácio Araguaia, movimento que colidiria diretamente com os projetos políticos de Laurez Moreira.
“Resolver de dentro para fora”
Ao oficializar a continuidade no ninho tucano, Cinthia Ribeiro adotou um tom de enfrentamento às tensões internas. Segundo a ex-prefeita, a opção foi por não abrir mão do espaço que ocupa na legenda.
“Minha decisão foi permanecer, enfrentar e resolver a questão de dentro para fora. Muita gente esperava que eu saísse do partido ou desistisse, mas optei por enfrentar os problemas”, declarou.
A ex-gestora afirmou que sua trajetória está ligada à social-democracia e que a manutenção da filiação é uma forma de coerência política, apesar dos convites recebidos de outras siglas.
Articulação nacional e convites
A permanência foi selada após diálogos com a cúpula nacional do PSDB, incluindo Aécio Neves e o presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), Marconi Perillo. O objetivo da legenda é manter Cinthia na presidência nacional do PSDB-Mulher, visando o fortalecimento das candidaturas femininas no próximo pleito no partido presidido pelo deputado federal e pré-candidato ao governo. Vicentino Júnior .
Apesar de confirmar que foi sondada por lideranças como João Campos (PSB), Gilberto Kassab (PSD), Baleia Rossi (MDB), Renata Abreu (Podemos) e até pelo dirigente petista José Dirceu, Cinthia reiterou que não pretende mudar de sigla neste momento, encerrando, ao menos temporariamente, a tese de migração para o grupo de Laurez Moreira via PSB.







