Para Edy César, o PT deixou de ser um partido de esquerda que luta por transformações e para se tornar uma sigla que batalha para permanecer no poder a qualquer custo. O ex-petista afirma que, com a posse do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, não houve a transformação à esquerda, já que pautas socialistas foram deixadas de lado, mas destaca que o trabalho de inclusão social, com milhões de brasileiros saindo da fome.
Porém, a situação partidária começou a se deteriorar com o surgimento das denúncias do Mensalão e, com a ascensão de Dilma, o partido completou a transformação negativa.

“Com a eleição da presidenta Dilma, uma verdadeira crise se instalou no seio da esquerda, afinal as pautas dos movimentos sociais, tais como a tributação dos ricos, a redução do lucro dos bancos, a demarcação de terra indígenas, a reforma agrária ampla, foram todos deixados de vez. Tudo trocado pela governabilidade, em uma aliança com os setores mais conservadores do PMDB, parecia que as esquerdas como um todo estavam sendo esvaziadas da microfísica do poder nacional”, destacou Edy César.
O advogado criticou as alianças do petismo com o ex-presidente da República José Sarney, com o senador Fernando Collor, com o vice-presidente Michel Temer e com a atual ministra da Agricultura Kátia Abreu, que eram “os mais odiados adversários do PT”.
No Tocantins, segundo ele, a situação se repetiu. “A problemática regional não foi diferente, com a construção de alianças jamais sonhadas, tais como o apoio ao Leomar Quintanilha, ao Governo Gaguim, ao Siqueira Campos e sua trupe. Por fim, com a coroação final do latifúndio a posse da ex-inimiga Katia Abreu no Ministério da Agricultura”, frisou.







