Por Wesley Silas
O ex-senador Ataídes Oliveira, recentemente filiado ao Partido Novo, utiliza suas plataformas digitais e entrevistas recentes para questionar a atuação de adversários políticos e promover sua plataforma de gestão empresarial aplicada ao setor público. Em declarações recentes, o político direcionou críticas específicas à senadora Professora Dorinha (União Brasil) e ao deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB).
Estratégia de comunicação e Plataforma
Filiado ao Partido Novo, Ataídes Oliveira tem fundamentado seu discurso em pilares de liberalismo econômico, desestatização e combate à corrupção. O ex-senador busca consolidar a narrativa de que sua experiência na iniciativa privada é o diferencial necessário para a administração do Estado. Nas redes sociais, ele tem reforçado a imagem de gestor técnico em oposição ao que denomina “políticos de profissão”.
Proposta de gestão: Do setor privado e para a Administração Pública
Em vídeo recente, Ataídes Oliveira enfatizou que o modelo de gestão que aplicou em suas empresas ao longo de décadas deve servir de matriz para a administração estadual. O ex-senador argumentou que o Tocantins necessita de um choque de gestão técnica, livre dos vícios da política tradicional.
“Eu sou um gestor, sou um empresário. O que eu quero fazer no Estado do Tocantins é exatamente o que eu fiz nas minhas empresas: gerar emprego, gerar renda e trazer o desenvolvimento. O poder público precisa parar de ser um entrave e passar a funcionar com a eficiência que o setor privado exige todos os dias”, declarou Ataídes Oliveira.
O pré-candidato apontou que a desburocratização e a responsabilidade fiscal, bandeiras alinhadas à diretriz do Partido Novo, são fundamentais para que o Estado consiga oferecer serviços básicos de qualidade, como saúde e segurança, sem a necessidade de elevação da carga tributária.
Confira o vídeo citado no Portal Atitude:
Questionamentos à atuação de concorrentes
Paralelamente à apresentação de suas propostas, Oliveira tem utilizado vídeos diários em plataformas digitais para criticar os líderes das pesquisas de intenção de voto. Em uma das gravações veiculadas em suas redes sociais, o ex-senador criticou de forma direta a postura dos concorrentes.
“Caro eleitor, o circo começou e mais uma vez os políticos de profissão estão lhe convidando para participar, mas como palhaço. Olha o espetáculo: tem pré-candidata [senadora Dorinha] subindo escada para entregar telha, tem pré-candidata virando DJ, dando risada forçada, fazendo pamonha; outros que há poucos dias faziam parte deste governo dizendo que vão resolver os problemas das estradas, da saúde e da educação”, afirmou Oliveira, em vídeo que exibe imagens de Vicentinho Júnior e do presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, ao lado do governador Wanderlei Barbosa.
Oliveira argumentou que o eleitorado é exposto a promessas de soluções para problemas crônicos de infraestrutura e saúde por parte de agentes políticos que integraram ou apoiaram a base governamental recentemente.
Questionamentos sobre a Operação Overclean
Em entrevista ao programa “O Quarto Poder”, o ex-senador elevou o tom contra o deputado federal Vicentinho Júnior. Oliveira citou investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Overclean, que apura irregularidades envolvendo supostas empresas de fachada e movimentações financeiras atípicas apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O ex-senador defendeu que o deputado precisa esclarecer publicamente os dados contidos nos relatórios do Banco Central. Ataídes Oliveira ressaltou ainda que o parlamentar possui trajetória centrada exclusivamente na carreira política, o que, em sua visão, limitaria a capacidade de gestão do Executivo.
Estratégia de ocupação
A postura de Ataídes Oliveira reflete uma estratégia de ocupação do campo à direita no Tocantins, utilizando o confronto direto para tentar desgastar nomes consolidados no cenário eleitoral. Ao pautar o debate sobre investigações policiais e ética pública, o ex-senador tenta transferir o foco da popularidade dos adversários para a idoneidade e capacidade técnica. No entanto, o sucesso dessa tática depende da recepção do eleitorado a um discurso mais incisivo e da capacidade do pré-candidato de converter críticas em uma proposta de governo viável além do antagonismo.








