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Eleições

Com rombo de R$ 5,6 bilhões nas contas, Correios preveem fechar agência em Gurupi

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins20 de outubro de 2026 - 11:454 minutos de leitura
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Comitiva municipal e sindicato tentam reverter encerramento da unidade após estatal registrar 16º trimestre consecutivo de déficit e ampliação de cortes no Tocantins. Durante o encontro, a prefeita manifestou apoio imediato à causa e entrou em contato, por telefone, com a senadora Dorinha Seabra (União Brasil), pedindo sua intervenção junto à direção dos Correios para reverter a medida.
Por Wesley Silas
A prefeita de Gurupi, Josi Nunes, e representantes do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Tocantins (Sintect-TO) reuniram-se nesta terça-feira, 20, para articular medidas contra o encerramento das atividades da agência local da estatal, previsto para o dia 16 de novembro. Durante o encontro, a gestão municipal entrou em contato com a senadora Dorinha Seabra (União Brasil) para solicitar intervenção junto à direção nacional da empresa. A mobilização busca reverter a decisão e garantir a continuidade do atendimento no município.
De acordo com o sindicato, a direção central da empresa estabeleceu três critérios específicos para o encerramento das atividades de determinadas agências, entre eles as entidades  que funcionam em imóveis alugados sem contrato e  agências sem funcionários lotados, ou prédios com ordem de despejo ou solicitação de devolução por parte do proprietário e Gurupi não se enquadra em nenhuma dessas situações, motivo pelo qual consideram injustificável a inclusão da unidade na lista de fechamento.
Ampliação do plano de cortes e cenário no Estado
Segundo a presidente do Sintect-TO, Ana Patrícia Fernandes Maciel, a proposta inicial previa o encerramento de 10 agências no Tocantins. No entanto, a superintendência regional ampliou o plano para a desativação de até 50 unidades. Até o momento, 8 agências já tiveram as atividades encerradas e a previsão imediata é que o número chegue a 16 unidades desativadas no estado.
A direção central dos Correios estabeleceu três critérios formais para o encerramento de agências:
  • Unidades instaladas em imóveis alugados sem contrato formal;
  • Unidades sem funcionários lotados;
  • Imóveis com ordem de despejo ou pedido de devolução pelo proprietário.
Conforme a comitiva sindical, a agência de Gurupi não se enquadra em nenhum dos requisitos listados, o que torna a inclusão do município no plano de desativação passível de contestação.
Impacto econômico em polo regional e prejuízos operacionais
Gurupi atua como cidade polo da região Sul do Tocantins. O eventual encerramento da agência central deve gerar prejuízos diretos à economia local e regional, afetando a prestação de serviços essenciais:
  • Serviços postais e logística econômica: Prejuízo ao envio de mercadorias e documentos por modalidades de custo reduzido e prazos estendidos, essenciais para o comércio local e microempresários.
  • Atendimento financeiro e cidadania: Restrição ao acesso a serviços bancários básicos e ao atendimento de programas de cidadania voltados à população de menor renda.
Diante do prazo estipulado para 16 de novembro, as lideranças políticas e sindicais articulam uma audiência com a direção dos Correios, em Brasília, para apresentar os dados operacionais da unidade e solicitar a revisão da medida.
Reestruturação e crise financeira da estatal
A onda de desativações de agências ocorre em meio a uma crise financeira severa na estatal. A empresa registrou um prejuízo líquido acumulado entre R$ 5,55 bilhões e R$ 5,6 bilhões no período recente, marcando o 16º trimestre consecutivo de resultado operacional negativo. O déficit sucede o balanço do exercício de 2025, no qual a empresa contabilizou um prejuízo de R$ 8,5 bilhões.
A política de encerramento de unidades físicas busca a redução direta de custos operacionais fixos diante do rombo nas contas. No entanto, ao desativar estruturas centrais em polos regionais como Gurupi, a medida transfere custos de logística para o setor produtivo local e reduz a oferta de serviços públicos essenciais para a população regional.
Fonte: Ascom Prefeitura de Gurupi
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