Em tempo de eleição a culpa de todo mal é quem não está do lado contrário, ou não pensa igual ao candidato que quer chegar ao poder. Um exemplo aconteceu numa caminhada do candidato Gutierres Torquato (PSB) no setor Vila Nova.
por Wesley Silas
“Caminham ao meu lado aqueles que acreditam no meu trabalho, que sabem o quanto nosso grupo fez por nossa cidade, que não querem ter o desenvolvimento de Gurupi comprometido, que querem o melhor para Gurupi e que apostam na continuidade do crescimento”, disse Gutierres.

A demonização de seus opositores e ao passado político dos que já se foram, como João Cruz, continua presente no discurso do grupo de Gurierres Torquato, mesmo tenho no seu palanque a viúva e Allan Cruz, filho de João Cruz que defendem a sua candidatura, enquanto em eventos políticos como o debate ocorrido nesta semana Gutierres continua criticando o ex-gestor (in memorian) rotulando-o, sem citar o nome, como responsável por desvio de recursos do GurupiPrev e Unirg.
Tudo isso merece reflexão no sentido de melhor entendimento sobre o não repasse na íntegra os valores da previdência descontados dos funcionários, mas, apenas parte do obrigatório, gerando assim um débito da Prefeitura perante o Instituto de Previdência. Tanto que é verdade que o ex-prefeito Abdalla fez a negociação dos débitos das gestões anterior a dele e o prefeito Laurez ampliou o pagamento do débito em um maior número de parcelas recolhida mensalmente.

Assim sendo, fica evidente que erro foi cometido pelas gestões em não repassarem os valores descontados na folha do servidor ao GurupiPrev, não podendo assim confundir improbidade administrativa por não recolher os valores da folha de pagamento e não cumprir a finalidade com peculato ou corrupção.
Desvio de finalidade confundido com peculato
Desta forma os valores que não repassados para o Instituto de Previdência, foram utilizados em outras ações na gestão de João Cruz. Agora, afirmar que houve corrupção, peculato ou qualquer tipo de falcatrua, certamente a Polícia Federal já teria batido na porta de ex-gestores por se tratar de verba previdenciária e tais informações teriam quer ser repassadas à justiça, com base nos relatórios e pareceres do Conselho Previdenciário e do TCU.
Enquanto induzem ex-gestores por desvio, esquecem que na época em que o atual secretário de Saúde era chefe de gabinete do ex-presidente da Fundação Unirg, Valnir Soares (in memorian) e foi durante a gestão de João Cruz, que a prefeitura de Gurupi adquiriu com recursos próprios todos os prédios da UnirG, sendo eles o da antiga Fafich, posteriormente repassado em comodato para IFTO, o prédio do Centro Administrativo da Avenida Pará, o antigo prédio da Telegoiás onde encontra-se o Centro de Especialidade Odontológica da Unirg, o Campus I e II. Enquanto discursam ao lado da viúva, também esqueceram que o financiamento do BNDES de, aproximadamente, R$ 11 milhões para construção do Campus I teve as últimas parcelas pagas na primeira gestão do prefeito Laurez e em 2019 a Unirg conseguiu, com recursos próprios, economizado pelo ex-presidente da Fundação, Sávio Barbalho e na gestão de Thiago Benfica a obra foi concluída, mesmo depois de sua infraestrutura ser considerada condenada pela atual gestão.







