Por Wesley Silas
A senadora Professora Dorinha (União Brasil) lidera a corrida pelo Governo do Tocantins com 37% das intenções de voto, seguida pelo deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB), que registra 28%. Os dados constam na pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta terça-feira (25), encomendada pela TV Anhanguera. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número TO-02161/2026, ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Cenário para o Governo do Estado
Na modalidade estimulada, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados ao eleitorado, a pontuação do levantamento traz a seguinte configuração:
Professora Dorinha (União): 37%
Vicentinho Júnior (PSDB): 28%
Laurez Moreira (PSD): 7%
Ataídes Oliveira (Novo): 3%
Subtenente Luiz Carlos (Democrata): 2%
Professor Witer Naves (PSOL): 0%
Du Pereira (DC): 0%
Branco/Nulo/Não vai votar: 7%
Indecisos: 16%
O estudo indica consolidação parcial dos votos no estado: 51% dos entrevistados afirmam que a escolha atual é definitiva, enquanto 48% declaram que ainda podem alterar o posicionamento até o pleito, marcado para 4 de outubro.
Corrida pelas duas vagas no Senado
Na disputa para o Senado Federal — que em 2026 renovará duas vagas por unidade federativa —, a Quaest apontou estabilidade entre os primeiros colocados na pesquisa estimulada. O senador Eduardo Gomes registra 14%, seguido de perto pelo deputado federal Carlos Gaguim, com 13%, e por Paulo Mourão, que soma 9%.
O dado de maior relevância no cenário senatorial é o elevado percentual na pesquisa espontânea, na qual a lista de nomes não é apresentada: 86% dos eleitores locais declararam-se indecisos ou não souberam citar nenhum pré-candidato.
Impacto no cenário político regional
Os números divulgados sinalizam um eleitorado tocantinense fragmentado e em fase de definição, especialmente no tocante às vagas legislativas federais. O alto índice de indecisão espontânea para o Senado demonstra que o debate político sobre a representação do estado em Brasília ainda não se engajou na rotina da população. Da mesma forma, com quase metade dos eleitores abertos a mudar de voto para o Executivo estadual, a dinâmica das campanhas nos veículos de comunicação e a formação de alianças locais tendem a ser determinantes na fixação dos percentuais finais até o dia da votação.
(Com informações de dados da pesquisa Quaest/TV Anhanguera)










