O presidente da Câmara Municipal de Gurupi, Ivanilson Marinho (UB), denunciou nesta quarta-feira, 13, uma tentativa de estelionato envolvendo falsos advogados. Os criminosos utilizam nomes de escritórios de advocacia da cidade e criam processos judiciais inexistentes, usando indevidamente o nome da Unirg, onde Marinho é procurador jurídico de carreira.
Por Wesley Silas
Mensagens falsas e ações judiciais fictícias
Segundo o vereador, desde a manhã desta quarta, uma pessoa passou a enviar mensagens em nome de supostos escritórios de advocacia, citando ações judiciais contra a Unirg que não existem. Os golpistas também usaram o nome do próprio Marinho e de outros advogados da região.
“Desconheço totalmente essas ações. Inclusive, na qualidade de presidente da Câmara, não posso ter minha OAB ativa — ela está suspensa”, esclareceu.
Vítima procurou o vereador e foi orientada
Uma das vítimas identificadas é proprietário de um lava-jato de Gurupi, que buscou informações com Marinho antes de qualquer pagamento. O vereador recomendou que não fosse feito nenhum depósito e citou orientações da Seccional da OAB sobre golpes envolvendo falsos advogados. Confira
Marinho afirmou que os estelionatários tinham conhecimento de que ele atua como procurador da Unirg e usaram no golpe a menção a ações monitórias supostamente vencidas por ele. Na prática, não há qualquer ação real que justifique cobranças.
Cartilha com orientações sobre o golpe
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins, por meio da Escola Superior da Advocacia e Caixa de Assistência dos Advogados lançaram no início deste ano uma cartilha com orientações sobre o golpe do falso advogado – prática criminosa que se intensificou nos últimos anos e que afeta tanto a população quanto profissionais da advocacia.
Orientação da Polícia Civil
A orientação repassada pela Polícia Civil é clara: não efetuar nenhum pagamento. Todos os que receberam mensagens dos golpistas devem ignorar qualquer cobrança. A apuração inicial indica que os números de telefone usados pelos criminosos sequer constam no cadastro oficial da Polícia Civil, tratando-se de linhas falsas.
A recomendação é que qualquer contato desse tipo seja imediatamente comunicado às autoridades.
Cenários judiciais fictícios
O episódio expõe a sofisticação crescente de golpes que combinam informações públicas — como a atuação profissional de figuras conhecidas — com a criação de cenários judiciais fictícios para pressionar vítimas a pagar. A ausência de um canal direto de verificação processual acessível ao cidadão comum amplia a vulnerabilidade. Cabe às instituições, em especial à OAB e à Polícia Civil, intensificar campanhas preventivas e agilizar a identificação dos responsáveis, sob pena de novos casos surgirem com contornos ainda mais elaborados.








